Carinhosamente, apelidei 2018 de professor desgraçado. Porque praticamente todas as expectativas que eu criei nesse ano cheio de marcos históricos horríveis (principalmente pro nosso país), foram pisoteadas. Começando pelo futebol.
Era abril e eu ainda era uma recém adulta, cheia de planos pro ano e muito afim de assistir meu time levantar a taça do Campeonato Baiano. Acordei às seis da manhã e fui pra fila do estádio, querendo muito comprar ingresso. Passei mais de sete horas na fila, tomando chuva e logo depois torrando no sol, pra não conseguir comprar ingresso nenhum, no fim das contas.
Ok, eu ainda poderia assistir de casa e comemorar o título, certo? Errado. Perdemos pro nosso maior rival, dentro do nosso santuário.
Mais tarde meu segundo time, o Liverpool, perde pro Real Madrid na final da Champions League, a primeira final que eu vi o Liverpool chegar depois que virei torcedora. Além disso o jogo ficou desequilibrado porque um dos meus atletas favoritos se machucou logo no primeiro tempo e precisou sair de campo.
Ainda podia rolar o Hexa, então tinha um pouquinho de chance de comemorar algum título, né? Escrevendo isso em setembro, nós sabemos que mais uma vez o professor desgraçado me ensinou a lição que vou levar pro resto da vida: Expectativa te leva ao pior tipo de decepção. O Brasil saiu nas quartas e o time que nos tirou sequer ganhou a Copa.
E foi assim que todos os meus times do coração perderam títulos esse ano, mesmo quando as chances de ganhar eram altíssimas.

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